Algumas coisas que escrevo por ai

domingo, 5 de setembro de 2010

Vodka

        Segurava a garrafa de vodka nas grandes mãos. Seu sangue fervia. sempre sentia raiva, até nos pequenos momentos de alegria lhe vinha a esmagadora vontade de se jogar contra alguém e ouvir o barulho que seus punhos produziriam ao tentar entrar na carne alheia. Mas nunca havia sentido aquela raiva.
        Era sempre ele, o outro e sua "delicadeza", como ela o dizia. Estava cansado, não! Estava enfurecido ao ouvir falar nele. Ela não o quisera, ela o rejeitar.
        E ela, bem que poderia cuidar dela também. Mentirosa, "Eu o amo, é sério!" ela dissera. Mentirosa! Mas ela já recebera sua recompensa. Ele a havia manchado, havia entrado nela. A usara da forma que desejara, já a manchara o suficiente.
        Mas o outro não. Ele teria que sofrer. Ele queria ver a dor e o medo quando aquele "cavalheiro"(ela já o chamara assim também) percebesse o que ele havia planejado.
        Porém, por enquanto, só segurava a garrafa de vodka nas grandes mãos.

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